Estrela
Estrela de primeira grandeza, a mais brilhante das 7 que compõem a Constelação das Plêiades, também chamada Setestrelo… O que talvez explique o meu encanto pelo brilho ímpar de cada ser e o meu desejo de união.
Sou estrela, sou pássaro, sou um mundo e um universo, viajando rumo ao infinito, micro e macro. Sou Alcíone. Com acento.
Tenho nome de estrela,
mas não por isso
sou Poeta das Estrelas.
Tenho estrelas no estômago,
tenho estrelas no coração,
tenho estrelas na alma.
Tenho estrelas na cabeça,
tenho estrelas nas mãos,
tenho estrelas nos pés.
Tenho estrelas nos olhos,
tenho estrelas nos ouvidos
e sobretudo na garganta.
Sou alguém que escreve desde sempre. Pra sobreviver, pra não enlouquecer, pra não sufocar.
Aquariana nascida no ano que o homem chegou à lua. Pernambucana de sangue, carioca de nascimento, paulista de criação. Professora por formação, servidora pública por profissão e poeta por vocação.
Escritora compulsiva de nascença, conhecida como A Poeta das Estrelas, publiquei em diversas antologias. Após 50 anos, aposentada, casada em segundas núpcias, avó de 11 netos, vivendo a melhor fase da minha vida, apresento-me ao mundo como sou: sensível, intensa e apaixonada em todas as minhas fases e facetas: menina, mulher, mãe, avó, na poesia visceral que me transborda.
Passei a maior parte da vida guardando palavras que mereciam ser ditas em voz alta. Fui oprimida, calada, silenciada. Engoli muita coisa até encontrar minha própria voz, essa que agora levanto contra todo e qualquer tipo de opressão.
A escrita foi o caminho. Não como talento, como necessidade. É bálsamo, é tratamento, é remédio. Escrita de auto-escuta e autodescoberta. Poesia do desabafo, poesia confessional, escrita como forma de terapia.
A poesia é um robe que eu uso pra ficar nua.
Levei meio século pra me libertar. Hoje escrevo por mim e por todas as pessoas que ainda calam o que enfim consigo gritar. Contra a violência, contra a opressão, pelo direito de existir, pela liberdade de amar e pela diversidade de ser.
Me escrevo para (r)existir.
Diário de Bordo de uma Estrela Errante
Somos sete estrelas irmãs. São sete as letras do meu nome, sete os eus dentro de mim. Serão sete as vezes que te amei?
Não é só um livro de poesia. É o documento de uma vida que se recusou a desaparecer.
Cinquenta anos de jornada poética que couberam em micropoemas de uma única palavra e em macropoemas que ocupam páginas inteiras.
Tem um conto, tem prefácio da Kátia Fico, tem poemas escritos a dois. Fala de silêncio, de medo, de maternidade, de fé, de desejo e de tudo que eu não pude dizer na hora em que precisava ser dito.
O título nasceu do meu próprio nome. Alcíone, de acordo com a mitologia grega, é uma das sete filhas de Atlas e Pleione, as Plêiades.
Estrela de primeira grandeza, a mais brilhante das 7 que compõem a Constelação das Plêiades, também chamada Setestrelo… O que talvez explique o meu encanto pelo brilho ímpar de cada ser e o meu desejo de união.
Alcíone é pássaro, também conhecido como martim-pescador, ave marinha… O que talvez explique o meu amor pela liberdade e o meu fascínio pelo mar.
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Cansei
de ser coadjuvante
da minha própria
história.
A lagarta
levou meio século
pra se libertar.
Ninguém
vai impedi-la
de voar.
Escreva-se.
Eternizar
em palavras
fagulhas
da minha essência.E se tocar
de alguma forma
uma vida sequer
terá significado.
Prefiro me afogar
nas profundezas
a morrer de sede
na superfície.
Acolher ao invés de rejeitar.
Juntar ao invés de separar.
Incluir ao invés de excluir.
Somar ao invés de dividir.Porque amor
quanto mais melhor.
Viver é um eterno
recalcular rota.
Me leia mais em Plêiades.
Quero o livro